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Gestão de stakeholders

  • hennealice
  • 12 de mai. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 4 de jun. de 2025

Diagnosticar quem são as pessoas e entidades-chave dentre o público de um projeto, e com essas estabelecer e manter vínculos de confiança, pode ser a definição de “gestão de stakeholders”.

Um dos exemplos que sempre cito é o do Plano Diretor Participativo (PDP) de Canaã dos Carajás, município do estado do Pará, Brasil.

O engajamento das diversas entidades e líderes representativos no município foi o que permitiu trazer as pessoas às discussões sobre o Plano e, consequentemente, que este refletisse os desejos e a visão de futuro do conjunto da população.

Canaã é um município formado a partir de um assentamento rural de pessoas majoritariamente evangélicas, e hoje quase todas as denominações mantêm templos lá. A Associação de Pastores de Canaã dos Carajás foi uma das entidades mais atuantes na construção do PDP, e fundamental, dada a sua capilaridade no município.

E a mobilização das pessoas mais distantes do centro urbano contou com a Associação da Pecuária Leiteira, que levava informativos e convocatórias até os sítios e fazendas, em seus caminhões.

Até mesmo segmentos como o de caminhoneiros, que passam poucos dias ao mês na cidade, elegeram seus representantes e participaram do processo. Ninguém ficou de fora: indígenas, hoje com pouca presença no município, também tiveram representação.

E a menção honrosa que o então Ministério das Cidades concedeu ao PDP de Canaã é algo que deixou a todos nós – equipes e partícipes – felizes.

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